
Iole Miranda está de volta ao mundo das letras participando do 13º Talentos da Maturidade do Grupo Santander na categoria Literária, seu texto Cacho de Bananas pode ser conferido abaixo, leia divulgue através do Twitter, Facebook e outras mídias sociais.
Você pode conferir o texto na página do concurso e avaliar neste link
Cacho de Bananas
Mamãe nasceu na roça, Fazenda da Serra, perto do arraial de Conceição. A terceira de uma carreira de sete filhos. Vida simples, mas de muito trabalho. O pai foi acometido de uma febre repentina, durou poucos dias. Ele se foi e, com ele, as poucas regalias de que gozava minha avó por ser esposa de um sitiante. Cansei de ouvir minha avó dizer que o tempo que estivera casada, foram quinze anos, sete meses e vinte e três dias de felicidade. Nunca mais se casou. Não porque não aparecessem candidatos. Viúva, viu-se obrigada a tomar as rédeas da casa. O jeito era pôr os mais velhos na lida: plantar, colher, fazer rapadura no pequeno engenho, criar porcos, galinhas, cuidar de umas poucas cabeças de gado, tirar leite, enfim, tinha de se virar para sustentar os filhos.
Um dia recebeu a visita do compadre Paulino. Café servido com broa quente, conversa vai, conversa vem:
_ Alice, você podia me dar a Ana. Facilita sua vida e eu estou precisando mesmo de uma menina lá em casa para ajudar Teresa.
E apontou para minha mãe que escutava a conversa dos mais velhos, encostada perto da porta.
Mamãe não pôde contestar. No fim da tarde, trouxa arrumada, lá se foi Ana na garupa do cavalo para a Fazenda da Boa Vista.
“Por que eu, e não Marizita? “
“Por que eu, e não Teresinha? “
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