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Arquivo da Categoria ‘Meio Ambiente’

SEMAD e IGAM mobilizam municípios da Bacia do Piracicaba

P1120382 thumb SEMAD e IGAM mobilizam municípios da Bacia do Piracicaba

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas IGAM objetivam garantir a implementação da Política Estadual de Recursos Hídricos, com a finalizade de assegurar a efetividade da gestão das águas e de sua utilização em quantidade e qualidade.

A SEMAD está realizando a sensibilização e a mobilização nos municípios da Bacia do Piracicaba, com a participação do CBH, do poder público, lideranças locais, e representantes da sociedade civil organizada, quando será enfatizada a importância da participação dos municípios da Bacia no evento de Capacitação de Gestores e técnicos.

Estiveram presentes na reunião em Jaguaraçu, realizada ontem no Bio Espaço, Eloiza Helena Martins (IGAM) e Ana Paula Aleixo (SEMAD)

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Preguiça aparece em residência de Jaguaraçu

P1110799 Preguiça aparece em residência de Jaguaraçu

Um visitante incomum foi encontrado hoje a tarde na residência do Sr. Mario de Souza, uma preguiça de bom tamanho desfilava vagarosamente pelas vigas de concreto de uma obra na residência

O Animal (Fonte : Wikipédia)

A preguiça, também chamada bicho-preguiça, é um mamífero da ordem Xenarthra (anteriormente chamada de Edentata ou Desdentada), a mesma dos tatus e tamanduás, pertencente à família Bradypodidae (preguiças com três dedos) ou Megalonychidae (preguiças com dois dedos).

Todos os dedos têm garras longas pelas quais a preguiça se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo, responsável pelos seus movimentos extremamente lentos. É um animal de pelos longos, que vive na copa das árvores de florestas tropicais desde a América Central até o norte da Argentina. Na Mata Atlântica, o animal se alimenta dos frutos da Cecropia (a embaúba, conhecida, por isto, como árvore-da-preguiça).

De hábitos solitários, a preguiça tem, como defesa, sua camuflagem e suas garras. Para se alimentar, a preguiça utiliza-se de "dentes" que se apresentam em forma de uma pequena serra. Herbívoro, tem hábitos alimentares restritos, o que torna difícil sua manutenção em cativeiro. Dorme cerca de catorze horas por dia, também pendurada nas árvores. Na reprodução, dá apenas uma cria. Apenas a fêmea cuida do filhote. Reproduz-se, como tudo que faz, na copa das árvores. Raramente desce ao chão, apenas aproximadamente a cada sete dias para fazer as suas necessidades fisiológicas. O seu principal predador é a onça-pintada.

Veja mais fotos em alta resolução em nosso album Picasa :  clique aqui

As fotos são de Fatinha/Larissa Rodrigues/André Henrique

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Meio Ambiente – O diesel do Inferno

19, janeiro, 2012 Sem comentários

fumaca 03 thumb Meio Ambiente – O diesel do Inferno

O inferno sempre foi mostrado como sendo um local de sofrimentos, muito quente e cheio de enxofre no ar. Modernamente, seria como um local fechado e cheio de caminhões brasileiros desregulados e soltando pelo escapamento aquela conhecida fumaça escura e cheia de enxofre. Por que caminhões brasileiros? Pela simples razão de que o Brasil é um dos países que consome o pior diesel do mundo em termos de enxofre contido.

O enxofre é um dos maiores poluentes da atmosfera e causador da chuva ácida, que tanto mal faz ao meio ambiente. Quando o então presidente Collor falou que os carros brasileiros eram carroças, ele se esqueceu de dizer que os combustíveis também eram condizentes com as carroças. Infelizmente, após mais de 20 anos, muito pouco mudou neste cenário.

A Europa, o Japão e muitos outros países utilizam um diesel com 10 ppm (partes por milhão) de enxofre. Nos EUA, o limite é 15 ppm. Aqui no Brasil, é fabricado diesel com 1.800-2.000 ppm  para a frota em geral e 500 ppm para consumo somente em algumas cidades onde a poluição é crítica. Em 2002 o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinou que fosse utilizado um diesel com 50 ppm a partir de 2009. Quando o prazo se esgotou, a ANP (Agencia Nacional de Petróleo), a Petrobrás e as montadoras, disseram ser impossível cumprir a determinação. Ela acabou sendo adiada e até hoje não foi cumprida.

Agora, neste início de 2012, voltam a falar sobre os projetos de produção de um diesel mais limpo, com 50 ppm de enxofre, como sendo um grande avanço, quando na Europa já se fala em 5 ppm. Em outras palavras, o nosso diesel atual é 200 vezes mais poluente que o diesel europeu e as determinações do Conama vão sendo descumpridas e adiadas. Os nossos carros são mais caros, de pior qualidade, utilizam motores obsoletos em seus países de origem, consomem mais combustível e poluem muito mais. Como explicar isto?

Certa vez, quando questionado sobre os altos preços dos seus carros no Brasil, o presidente da Peugeot argumentou: por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços de suas bolsas no Brasil? Um executivo da Mercedes-Benz foi mais taxativo: por que baixar o preço se o consumidor paga?  Da mesma forma, por que fazer um diesel de melhor qualidade, se o consumidor usa qualquer coisa? Em contrapartida, respiramos um ar mais poluído e cheio de enxofre, como deve ser o ar do inferno, descrito por Dante Alighieri no seu épico poema “A Divina Comédia”.

Autor : Célio Pezza

Célio Pezza é escritor e autor de diversos livros, entre eles:  As Sete Portas, Ariane, e o seu mais recente A Palavra Perdida. Saiba mais em www.celiopezza.com

Chuvas intensas e ocupação desordenada do solo: tragédias anunciadas do verão.

17, janeiro, 2012 Sem comentários

Sérgio Lana Morais

“A maior tragédia natural da história do Brasil…” assim a mídia brasileira fez referência ao longo desta última semana às chuvas intensas que devastou a região Serrana do estado do Rio de Janeiro, após completar 01 ano do ocorrido. O saldo da tragédia foi de quase 1.000 vítimas fatais, milhares de famílias desabrigadas, milhões de reais em prejuízos materiais, dentre outros incalculáveis. Mas será que essa tragédia é de fato “natural”?

 

Diferentemente de outras “catástrofes naturais” como os terremotos, os vulcões em erupções e os tsunamis, o que vem sistematicamente ocorrendo em diversas regiões do país não é totalmente natural e sim influenciada por nossas ações antrópicas (decorrentes da atividade humana, tais como, o desmatamento das encostas, as ocupações irregulares nas margens dos cursos d’água, o acúmulo de lixo em locais inadequados, dentre outros). Ou seja, as tragédias anunciadas estão associadas as ações antrópicas sobre o ambiente e levam em consideração ainda fatores naturais, como por exemplo, a geologia (tipo de rocha e solo das encostas), a cobertura vegetal (se a encosta é coberta por vegetação ou não), o índice pluviométrico no local (quantidade de chuva em função do tempo: geralmente chuvas com maior intensidade em um curto período de tempo, dificulta o processo de infiltração de água no solo, favorecendo o escoamento superficial e assim contribuindo para a formação de processos erosivos). Clique aqui para ver um infográfico com as causas naturais e antrópicas da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro.

image thumb Chuvas intensas e ocupação desordenada do solo: tragédias anunciadas do verão.

Cicatrizes dos deslizamentos em encostas da região Serrana do Rio de Janeiro no ano de 2011. Fonte: Reprodução G1.

Em diversas cidades brasileiras, independentemente da sua população total e da sua importância econômica, encontram-se populações que ocupam as fatídicas áreas de riscos iminentes, que são as margens dos cursos d’água e as encostas que se tornam instáveis devido à diversos fatores naturais, tais como, topografia, geologia, cobertura vegetal ou por pressão antrópica provocada pelas diversas formas inadequadas de uso e ocupação do solo. Em conseqüência deste processo têm-se os movimentos de massa, que são popularmente conhecidos como deslizamentos de terra e torna-se muito comum nesta época do ano.

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Cultivo de abelhas contribui com o meio ambiente

31, outubro, 2011 Sem comentários

O Brasil é um dos principais produtores de mel e seus derivados. As exportações deste produto chegaram a 12,3 mil toneladas gerando uma receita de 40 milhões. Mas o cultivo da abelha também pode contribuir com a sustentabilidade.

clip image001 thumb Cultivo de abelhas contribui com o meio ambiente

Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as exportações do mel renderam ao País uma receita de US$40 milhões. Só no primeiro semestre deste ano o volume produzido chegou a 12,3 mil toneladas. O preço médio de comercialização do produto foi de US$3,23 o quilo, gerando um crescimento de 38% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais compradores estão, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido correspondendo, respectivamente por uma receita de US$26,03, US$8,06 e US$ 2,88 do total comercializado.

Além de elevar a renda e ser uma fonte riquíssima em proteínas, vitaminas, minerais, o cultivo de abelha pode ser um grande aliado para a preservação da natureza. Esses insetos são responsáveis pela reprodução de 40 a 90% dos vegetais devido ao processo de polinização, ou seja, cuidam do transporte de pólen de uma flor para outra, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Pensando em contribuir com o meio ambiente, José Augusto Martins, morador do Residencial Parque dos Príncipes, localizado na zona Oeste da Capital de São Paulo, tomou a decisão de ser apicultor há 18 anos ao ver um apiário abandonado cheio de traças de cera (inseto que causa danos a colmeia).

Da extração do mel deste primeiro local, Martins distribuiu para os amigos que logo começaram a pedir mais do produto. Após o sucesso, ele resolveu abrir mais um apiário com produção de 300 caixas, contando com 100 mil abelhas e um aparelho de centrifugação para retirada do mel. Para garantir a qualidade de seu trabalho, o produtor rural faz parte da Associação dos Criadores de Abelhas Melíferas (APACAME). “Percebi que as pessoas preferem esse nobre alimento direto de um produtor que conheçam, por ser mais confiável”, diz. “Se pudesse, só viveria da renda da comercialização do que eu produzo”, completa o também dono de uma empresa de autopeças.

O contato com a natureza e a paixão pelo cultivo das abelhas foi decisivo para que o apicultor realizasse uma dissertação sobre “A geometria no mundo das abelhas” na USP – Universidade de São Paulo. “As abelhas, com uma proeminente sabedoria milenar, dão ao homem um verdadeiro exemplo de trabalho comunitário e sustentável. Sem apego algum ao individualismo, pois tudo é comunitário, elas usufruem dos valores dados pela natureza e contribuem para o seu equilíbrio. Em troca de néctar das flores que a natureza lhes oferece, elas retribuem com sua ação polinizadora para multiplicar e enriquecer o reino vegetal, animal e humano com sementes e frutas”, afirma Martins.

Segundo ele, a troca periódica de ceras, o cuidado para evitar traças, a manutenção de espaço interno adequado para suas atividades as auxilia na sua reprodução e, é uma forma de ajudá-las a contribuir com meio ambiente. “As abelhas são um exemplo de sustentabilidade. Ao mesmo tempo em que tiram matéria prima da natureza, elas devolvem em polinização, um serviço que fazem de modo inigualável”, assegura. “Assim, cultivá-las nos proporciona um nível de consciência maior, pois é exemplar sua cuidadosa e desprendida organização social e a sua eficiência e perfeição na ocupação do espaço físico nos encanta”, acrescenta. 

Atualmente José Augusto produz 4 toneladas de mel por ano, além de produtos como própolis, pólen, balas, sachêt,, favos com moldura hexagonal ou retangular. A entrega do material é, as vezes, feita pelo seu filho com sua bicicleta, também é comercializado em exposições ou em entrepostos. O processo de extração do mel é realizado na zona rural da cidade de Casa Branca ou em São Lourenço da Serra, interior de São Paulo, onde possui uma casa de campo na qual frequenta aos finais de semana com a família. O envase do mel e a embalagem dos demais são realizados em espaço apropriado, em sua residência. “Morar no Parque dos Príncipes é optar em viver em um local que proporciona maior contato com a natureza. No residencial encontro farta área verde, a tranquilidade e o sossego de que preciso, isso é próximo do contato com a natureza que encontro no trabalho apícola e serve de incentivo para pensar a preservação do meio ambiente”, reconhece.   

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